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Na ponta dos dedos | Você Mais Bonita | Revista Afrodite

Na ponta dos dedos

Foto: Pexels
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Unhas que duram até quatro meses, longas, resistentes e que parecem uma verdadeira obra de arte. Beleza e praticidade é o que prometem os mais modernos alongamentos de unha disponíveis no mercado. Das tintas preparadas com pétalas de flores usadas pela realeza chinesa em 3200 a.C., passando pelas postiças feitas com a casca do pistache pelas gregas no século XIX, até chegar às inovações, como a porcelana, muita coisa mudou. Hoje são várias as opções, sendo o gel, o acrílico e a fibra de vidro as mais conhecidas. A grande tendência, porém, que promete revolucionar o conceito de alongamento, é o polygel: a união do gel e do acrílico. “A novidade circula há menos de dois meses e tem uma grande vantagem: ao contrário do acrílico, o monomer (produto utilizado no processo) não tem cheiro forte”, revela a instrutora máster Verônica Buzellato, especialista em alongamento de unhas certificada pela empresa Tones, uma das produtoras do material. 

Entenda os processos

O gel e o acrílico são o mesmo polímero, mas em pontos de fusão diferentes:

  • Gel: é o polímero no estado em que o próprio nome diz, na forma de gel.
  • Acrílico: polímero na forma de um pó muito fino. No momento da aplicação, é misturado a um líquido, chamado monomer, resultando na extensão que conhecemos. Assim, é possível construir uma unha com maior curvatura, o que faz com que ela não quebre. 
  • Polygel: a combinação do gel e do acrílico. A novidade é mais leve, flexível e resistente. E o melhor, sem odor forte.
  • Fibra de vidro: vem processada em fios e funciona como estrutura para o gel que será aplicado sobre eles, “embora a fibra em si não seja um produto desenvolvido especificamente para as unhas”, alerta Verônica.

Como são feitas

Em todos os tipos de extensão, a unha natural, também chamada de leito, precisa ser lixada e preparada. As cutículas são removidas a seco, com o auxílio de uma pequena broca. Nas opções em gel, uma pontinha postiça denominada tip é fixada na extremidade da unha natural, e o produto é aplicado sobre ela. O alongamento não seca sozinho: precisa ficar em torno de 30 segundos sob a luz UV. Depois de seco, é lixado e finalizado com esmalte, ficando pronto em cerca de uma hora e meia. O acrílico, por sua vez, demora de três a cinco minutos para secar, mas não precisa da luz especial. O processo inteiro leva entre duas e três horas. 

As artes vão até onde a criatividade permitir. Vale usar padrões, pedrarias e até desenhos com aquarela e nanquim. O resultado é de dar inveja. Com o inverno chegando, cores escuras e fechadas como bordô, marsala e vinho estão em alta, bem como desenhos geométricos e acabamentos fosco ou metalizado. Bom lembrar que, em todos os alongamentos, é possível deixar a unha no comprimento desejado pela cliente, então, se você não é fã de unhas supercompridas, não precisa se preocupar. Os valores variam de R$ 90 a R$ 250.

Para estar sempre linda

Os reparos e a remoção das extensões devem ser feitos somente por profissionais. “Tirar o alongamento em casa é extremamente prejudicial à placa da unha, porque ocasiona a perda de queratina”, adverte Verônica. A manutenção custa o equivalente à metade da aplicação, e é feita a cada 15 ou 20 dias, variando de acordo com os cuidados e o ritmo de crescimento individual da unha. Também recomenda-se evitar o manuseio de água ou produtos químicos sem o uso de luvas. Para retirar a extensão em gel ou fibra de vidro, é usada uma lixa manual abrasiva ou lixadeira elétrica, enquanto o acrílico é removido com produtos, o que é menos prejudicial. 

E a saúde da unha?

A única parte viva da unha é a lúnula, aquela meia lua branca que vemos na raiz, junto à cutícula. Então, se o alongamento for realizado a partir daí, pode trazer problemas temporários, explica a dermatologista especializada em cirurgia e estética Glenda Gobbato. “O que mais vemos é o ressecamento do leito da unha, portanto, o ideal é que as extensões não sejam feitas de forma constante, pois quando realizadas frequentemente, podem deixar as unhas ressequidas e quebradiças.” A boa notícia é que as opções atuais dispõem de muitas melhorias em termos de produtos para evitar danos severos. A médica ainda ressalta que a unha é um indicador de deficiência de vitaminas e/ou distúrbios hormonais, ou seja, quem passa muito tempo com as extensões, pode não perceber os sinais.

E atenção, nem todas podem aderir à tendência. Quem tem doenças na unha, machucados ou micoses deve evitar o procedimento, uma vez que os alongamentos abafam a região. Distúrbios na tireoide merecem atenção, pois tendem a afetar a aderência do alongamento, observa Verônica. “Em casos de oncofagia (vício de roer unhas), fazemos a reconstrução do leito, aplicando o alongamento somente até o final do dedo.” E o aspecto fica bastante natural. 


por Fernanda Neves Mondadori. Fonte: Afrodite