Política é para poucos

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Letizia realmente tinha uma certeza.

Estava feliz porque em 2017 HAVERIA A UPA DA ZONA NORTE. Sim, ambos candidatos esbravejam aos quatro ventos que ela seria a principal solução da saúde. É também a ÚNICA PROPOSTA EM COMUM deles. Então, acalme-se haverá a tal da UPA.

Mas Letizia não conseguia entender claramente esse jogo. Porque só agora, e pelo jeito com o prédio quase concluído, as vésperas da eleição a UPA sairia do papel… Pensava se estavam subestimando sua inteligência: “como um presente para a população, seria entregue no novo governo”. Se fosse isso, pareceria continuísmo e, portanto, um dos dois candidatos entraria “ganhando”…

Letizia ria sozinha! E se a tal oposição ganhasse? Quem inauguraria a “tal obra” construída pela situação seria o time contrário! Seria divertido. Sim, seria hilário. Na cabeça dela seria um presente de grego.

Essa política era um brinquedo para poucos. A garota de longos cabelos negros era natural demais, extremamente espontânea. Lembrara-se de um caso desse último pleito, em que uma candidata da cidade vizinha recebera menos votos do que os funcionários da própria empresa… O que levaria uma pessoa a candidatar-se a um cargo público e ter a certeza de que seria eleita? Letizia pensava na decepção (que poderia levar a uma depressão… Ok, exagero…) que beirava ao ridículo.

Na visão dela, faltava PROPÓSITO. Faltava clareza e, sobretudo, faltava carisma. Ela não estava contente com o rumo que a história de Caxias tomava, e também não acreditava que com seu voto algo novo aconteceria. Não via O NOVO. Para ela, neste momento os dois “sacos eram do mesmo feijão”, e as cantigas de rima numa campanha que beirava o século passado a incomodavam.

A era da tecnologia havia sido engolida por marqueteiros fracos, de jingles péssimos, que doíam no ouvido e na alma.

PREFERIA SABER DA UPA ZONA NORTE.

lurodape



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