A comida dos deuses, o cardápio de Afrodite

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Quando convidada a assinar uma coluna no site da Afrodite, pensei na área – a enogastronomia, a cultura do gosto, o conhecimento sobre comida e sua história que é o meu chão e paixão.  Porém, a perspectiva, o olhar teria que ser bem abrangente, estabelecendo conexões com outras áreas e, ao mesmo tempo,  divertido, curioso, leve, nada de receitas ou fórmulas prontas.

Aprovado o nome da coluna – Prato Principal –  decidi que seria um bom tema falar, nessa primeira edição, sobre a comida dos deuses da mitologia, mais exatamente de Afrodite, deusa mitológica, divindade grega que nomeia a nossa querida Revista.

Afrodite é uma das mais conhecidas, já que é considerada a deusa do amor, da beleza, da sexualidade, da feminilidade, da fertilidade. É também, representada de várias maneiras, na versão grega e na versão romana, onde assume o nome de Vênus, com a mesma simbologia e atributos da deusa mitológica. Talvez a sua  mais conhecida representação seja o quadro pintado por Sandro Botticelli – O nascimento de Vênus – em que ela é retratada adulta, com longos cabelos, em pé dentro de uma concha aberta de vieira, sobre as águas, na beira mar.

Pinturas, esculturas, gravuras de várias épocas representam-na nua, como símbolo da perfeição e da beleza imortal.  Não é para menos, pois Afrodite é filha de Zeus – o Deus dos deuses – em sua união divina com Dione. Sua força mitológica é tamanha que sobrevive há séculos, cultuada e simbólica, além do trivial e do humano. Mas, como deusa mitológica, precisava de alimento para viver? A literatura sobre os temas aponta que os deuses bebiam néctar e comiam ambrosia.

Portanto, Afrodite também. Mas, néctar de quê? De flores, de frutas?

Pura especulação! Ninguém sabe. Diz-se que este néctar só podia ser bebido pelos deuses, tinha poderes de cura, e se um humano o bebesse sentia uma sensação de extrema felicidade e tornava-se imortal.

E a ambrosia, o manjar dos deuses do Olimpo, seria o tradicional doce de leite açúcar, ovos, aromatizado com baunilha, que até hoje apreciamos? Curiosamente, o nome ambrosia deriva do grego ambrotos que significa imortal. Em seus cultos, era comum oferecer alimentos como maçãs e romãs, vinho doce e bolos de mel como forma de agradar a deusa.

Convenhamos que, mesmo para os deuses olímpicos, devia ser bem chato comer doce todos os dias. A sorte que, como divindades imortais, não sofriam os problemas de uma alimentação tão limitada e calórica. Eu, de minha parte, acho ótimo ser mortal, e poder desfrutar de todas as delícias que a natureza nos oferece e sentir o prazer de comer e beber bem.

O Prato Principal foi servido, bom apetite!

bearodape



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