Celular: vilão das relações

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Você se sente negligenciada quando seu parceiro está no celular? Será que seu tempo juntos está sendo interrompido por textos, e-mails ou jogos? Será que a tecnologia se intrometeu no seu relacionamento romântico?

Um novo estudo da Brigham Young University analisou como a tecnologia interfere nos relacionamentos. Os pesquisadores concluíram que a “interferência tecnológica” pode ser prejudicial não só para um relacionamento, mas para a sua saúde psicológica também. Até pouco tempo atrás os três temas mais discutidos pelos casais costumavam ser: sexo, dinheiro e os filhos; mas parece que os smartphones estão rapidamente crescendo nesta lista.

O estudo incluiu 143 mulheres casadas ou em coabitação, a maioria das quais relataram que os celulares, computadores e outros dispositivos de tecnologia, foram significativamente perturbadores em seus relacionamentos e vida familiar. Especificamente, os níveis mais elevados de interferência tecnológica foram associados com o maior conflito de relacionamento e menor satisfação com o relacionamento. Além disso, parece que maiores níveis de tempo no smartphone ou outro tipo de interferência tecnológica torna as pessoas mais deprimidas e reduz a sua satisfação geral com a vida.

Embora poucos ficassem surpresos ao descobrir que a tecnologia pode ser uma fonte de irritação e de conflito para casais, esse estudo é um dos primeiros a relatar que o envolvimento de uma pessoa com a tecnologia pode realmente fazer o seu parceiro deprimir.

Mas por que o uso do celular tem um impacto tão grande sobre a saúde mental do parceiro? Afinal de contas, os carros também são fontes de conflito, pois muitos casais ficam tensos e discutem ao dirigir (sobre o estilo de direção, excesso de velocidade, escolha da música), mas isso geralmente não leva a pessoa no banco do passageiro ficar deprimido.

E sobre os celulares?

A resposta? Quando o seu parceiro fica no celular em vez de dar atenção para você, isso parece uma rejeição – dói. Se sentir ignorada quando o companheiro está no celular pode ser tão ruim quanto ser evitada.

Quando uma conversa, refeição, ou momento romântico é interrompido por causa de uma mensagem de texto ou uma ligação, a ideia que surge imediatamente é: “O que eu estou fazendo no meu celular é mais importante do que você agora”, ou, “Eu estou mais interessado no meu celular do que em você “, e ainda, em alguns casos, ”Você não é digno da minha atenção. “.

É pelo fato da outra pessoa estar suscetível de experimentar tais momentos como rejeições que as interferências tecnológicas podem, literalmente, afetar a sua saúde psicológica. Rejeições, mesmo as pequenas, tendem a ser extremamente dolorosas, pois o cérebro responde da mesma maneira que uma dor física. Mesmo mini rejeições, como um parceiro se voltando para o celular no meio de uma conversa, podem induzir sentimentos de reação à rejeição: queda no humor e na autoestima, uma onda de raiva e ressentimento. Ao longo do tempo, essas pequenas feridas podem apodrecer e aumentar o conflito, diminuindo a satisfação com o relacionamento e levando à queda na satisfação com a vida.

 Dicas para resolver conflitos de interferência tecnológica

Se você acha que interferência tecnológica pode estar causando problemas em seu relacionamento, considere trabalhar com o seu parceiro para resolver a questão por meio dessas cinco etapas:

Avaliar a extensão do problema. Uma vez que você e seu parceiro se tornarem mais conscientes do problema, serão capazes de avaliar em conjunto se, e em que medida, o uso da tecnologia é realmente perturbador para suas interações e tempo juntos.

Reconhecer o uso que é válido. A tecnologia é muitas vezes uma parte necessária ou inevitável do trabalho de alguém (como um médico de plantão). Por isso, é importante reconhecer as demandas dos postos de trabalho, obrigações sociais ou parentais, ou outras situações que exigem a interferência tecnológica.

Concordar com expectativas justas. Discuta com seu parceiro maneiras de encontrar um melhor equilíbrio entre ser sensível às obrigações e demandas e minimizar as intrusões em seu relacionamento ou vida familiar.

Criar zonas francas de tecnologia. Tente chegar a um acordo sobre lugares (como o quarto) e períodos (refeições ou após 21h30, por exemplo) em que vocês podem deixar os celulares, tablets, notebooks, etc., de lado para passar o tempo juntos, sem se preocuparem com tal interferência.

Definir exceções e resolver obstáculos futuros. Certifique-se de cobrir eventuais exceções ou problemas futuros que possam surgir (como uma tarefa de trabalho fundamental que foi esquecida) e como vocês podem lidar com isso sem interromper o que estavam fazendo juntos naquele momento.

Fonte: Psychology Today

 



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